Mi historia con la feminidad es larga y feliz.



Agnes Mateu



Mi primer contacto con grupos de mujeres fue a la edad de 14 años a través de la ex esposa de mi padre, quien participó en grupos de estudio, rituales lunares y bailes circulares. Ella me llevó a Unipaz-DF, en Brasilia, donde viví para conocerme y me enamoré. Fue maravilloso estar con tantas mujeres, alrededor de 30 a 50 mujeres por plenum. Reverenciamos las instrucciones, las estaciones y los deseos internacionalizados, las limpiezas personales, fue maravilloso participar en las reuniones.

Mi padre se separó de ella después de 1 año de la relación, y perdí el contacto. En ese momento, tenía 16 años y ya no participaba en las reuniones de mujeres, seguí con mi vida de adolescente buscando conocerme. En las búsquedas que siguieron, me perdí mucho. Valoraba la vida nocturna, los amigos efímeros, la bebida, el cannabis, los festivales de música electrónica. Estaba buscando una libertad vulgarizada, sin medir las consecuencias.

Me deprimí a los 18. Algo ha cambiado en mi. No quería la misma rutina, la gente, los alrededores. Dormí por 18h diariamente. Me despertaba para comer o seguía durmiendo, ya que a menudo no tenía hambre.

Mi padre siempre animándome a encontrar un camino próspero para mí. Me animó a hacer películas. Viví en Río de Janeiro durante 6 meses, no me adapté a la ciudad que es muy bohemia. Regresé a São Paulo, todavía con mucha angustia. No podía relacionarme con la gente a la ligera, siempre llevaba tristeza e incertidumbre.

Cuando ingresé a mi universidad, Comunicación y Artes del cuerpo, un maestro de primer año dirigió el material durante todo el semestre sobre tradiciones indígenas, plantas de energía, ritos de iniciación. Busqué este contexto fuera de la universidad. Entonces, encontré una ceremonia en un lugar cercano a São Paulo, donde hice autostop, solo, con la expectativa de expandir mi mente para madurar como un ser. Ahí es donde conocí a Rafael, en este día. Lo seguimos como amigos durante 2 años, mejores amigos. Siempre hablamos mucho y participamos en algunas ceremonias médicas.

Fue entonces cuando una amiga de Rafael, en una conversación durante todo el día, dijo sobre el ciclo femenino, sobre plantar la luna. No entendí y estaba muy interesado. Poco después formó un círculo de mujeres en el que participé. En este momento, recordé las experiencias cuando tenía 14 años. Experimenté algo muy maravilloso, hubo 4 reuniones en honor a cada temporada y una rueda de conocimiento de las prácticas ancestrales femeninas.

Todavía estaba muy triste, la depresión aún rodea mi vida, mis sentimientos. Sin embargo, la red que se formó me alimentó de tal manera que no puedo describirla. En las horas compartidas en el Clan estaba muy feliz. Compartí mis experiencias y emociones que fueron bienvenidas en el círculo. Gran parte de mí estaba limpio, una mayor estabilidad emocional y un sentimiento maravilloso al dar la bienvenida a las historias de los otros participantes, el intercambio de emociones me hizo feliz, me fortaleció.

Me di cuenta de que esta era una forma real de curar mi depresión. Traté de participar en muchas experiencias, muchos círculos. Conocí el trabajo de Lalita, y también el de otras mujeres, limpié y profundicé mis conocimientos para cuidarme a diario.

La depresión me acompaña hasta el día de hoy. A menudo me encuentro en estados bajos de energía, tristeza, soledad. Todavía estoy aprendiendo, sin embargo, siento en mi corazón que la verdadera forma de curarme es el autoconocimiento y el cuidado de mis ciclos. Dale la bienvenida a mi historia, con tus recuerdos, con las marcas que creé a lo largo de los años. Antes de aprender el respeto por mi cuerpo que me traían los encuentros femeninos, ¡me maltrataba mucho! Tenía mi cuerpo poseído contra mi voluntad, una violación que hirió mi autoestima, lo que disminuyó mi fuerza emocional y psíquica. Antes del conocimiento femenino, no conocía mis ciclos, tuve 2 abortos para poder continuar mi camino sin la responsabilidad del niño, no estaba lista, era muy joven y no tenía responsabilidad por mí misma, mis deseos. Sé que estos niños me acompañan como estrellas y estoy agradecido de que estoy siguiendo mi propósito y cada día estoy más capacitado para crear con amor y valores a los niños que vendrán.

Algo esencial en mi historia es mi relación con Rafael. Como mejor amigo, él conoce toda mi historia, da la bienvenida a quien soy. Y desde nuestra unión me veo como la posición de una mujer sagrada, respetamos el templo que es mi cuerpo. Nuestra relación me brinda mucha fuerza y ​​enfoque para encontrar el poder que soy.

Sé que todavía tengo un largo camino por recorrer. Me doy cuenta de que necesito entender mis ciclos, dar la bienvenida a quien soy y estabilizar mis emociones. En este momento, estoy agradecido por el camino que ya he tomado y también por las bendiciones que he recibido.

Turino Moon




Idioma Original


Minha história com a feminilidade é longa e feliz.


Meu primeiro contato com grupos de mulheres foi aos 14 anos por intermédio da ex-mulher de meu pai, que participava de grupos de estudos, rituais lunares e danças circulares. Ela me levou a Unipaz-DF, em brasília, onde eu morava para conhecer e eu me apaixonei. Foi maravilhoso estar com tantas mulheres, em torno de 30 a 50 mulheres por plenilúnio. Nós reverenciávamos as direções, as estações do ano e internacionalizávamos desejos, limpezas pessoais, era maravilhoso participar dos encontros.

Meu pai separou dela após 1 ano do relacionamento, e eu perdi o contato. Na época eu tinha 16 anos e não participava mais dos encontros de mulheres, fui seguindo minha vida como uma adolescente que busca se encontrar. Nas buscas que se seguiram, eu me perdi muito. Valorizei a vida noturna, amigos efêmeros, bebida, cannabis, festivais de música eletrônica. Eu buscava uma liberdade vulgarizada, sem medir consequências.

Entrei em depressão aos 18 anos. Algo mudou em mim. Não desejava a mesma rotina, as pessoas, o entorno. Dormia por 18h diárias. Acordava para comer, ou continuava dormindo, pois muitas vezes não senti fome.

Meu pai sempre me incentivando a encontrar um caminho próspero para mim. Me incentivou a fazer cinema. Morei no rio de janeiro por 6 meses, não me adaptei a cidade que é muito boêmia. Voltei para São Paulo, ainda com muita angústia em mim. Não conseguia me relacionar com as pessoas de forma leve, sempre carregava uma tristeza e incerteza.

Quando entrei em minha faculdade, Comunicação e Artes do Corpo, um professor do primeiro ano direcionou a matéria ao longo do semestre sobre tradições indígenas, plantas de poder, ritos de passagem. Busquei fora da faculdade esse contexto. Então, encontrei uma cerimônia em local próximo à São Paulo, onde fui de carona, sozinha, com expectativas de expandir minha mente para amadurecer como ser. Foi onde conheci o Rafael, neste dia. Seguimos como amigos por 2 anos, melhores amigos. Sempre conversamos muito e participava de algumas cerimônias com medicina.

Foi então, que uma amiga do Rafael, em uma conversa ao longo do dia disse sobre ciclo feminino, sobre plantar a lua. Eu não entendi e tive muito interesse. Pouco tempo depois ela formou um círculo de mulheres do qual eu participei. Neste momento, eu me relembrei das vivências aos 14 anos. Vivenciei algo muito maravilhoso, foram 4 encontros honrando cada estação e roda de saberes das práticas ancestrais femininas.

Eu ainda seguia com muita tristeza, a depressão até hoje ronda minha vida, meus sentimentos. Porém, a teia que estava formada me alimentava de tal forma que não consigo descrever. Nas horas compartilhadas no Clã eu tinha muita alegria. Compartilhava minhas experiências e emoções que eram acolhidas no círculo. Muito de mim foi limpado, maior estabilidade emocional e uma sensação maravilhosa ao acolher as histórias das outras participantes, a partilha de emoções me faziam feliz, me fortaleciam.

Percebi que este era um caminho real para cura de minha depressão. Busquei participar de muitas vivências, muitos círculos. Conheci o trabalho da Lalita, e também de outras mulheres, limpei e aprofundei nos saberes para cuidar de mim no dia-a-dia.

A depressão me acompanha até os dias de hoje. Muitas vezes me encontro em estados baixos de energia, de tristeza, solidão. Ainda sigo aprendendo, porém, sinto em meu coração que o caminho real para me sanar é o autoconhecimento e cuidado com meus ciclos. Acolher minha história, com suas memórias, com as marcas que criei ao longo dos anos. Antes de aprender o respeito pelo meu corpo que os encontros femininos me trouxeram, eu me maltratei muito! Tive meu corpo possuído contra minha vontade, um estupro que machucou minha autoestima, que diminuiu minha força emocional e psíquica. Antes dos saberes femininos, não conhecia meus ciclos, fiz 2 abortos para que eu seguisse meu caminho sem a responsabilidade pela criança, eu não estava pronta, era muito nova e não tinha responsabilidade sobre mim, minhas vontades. Sei que estas crianças me acompanham como estrelas e agradecem eu estar seguindo ao encontro de meu propósito e a cada dia mais empoderada para criar com amor e valores os filhos que virão.

Algo essencial em minha história é meu relacionamento com Rafael. Como melhor amigo, ele conhece toda minha história, ele acolhe quem sou. E a partir de nossa união me vejo posição de uma mulher sagrada, nós respeitamos o templo que é meu corpo. Nossa relação me traz muita força e foco para encontro da potência que sou.

Sei que ainda tenho muito a caminhar. Percebo que preciso entender meus ciclos, acolher quem sou e estabilizar minhas emoções. Neste momento apenas agradeço o caminho que já trilhei e também as bênçãos que recebi.

Lua Turino

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